O 56º Fórum Econômico Mundial (WEF), realizado em Davos entre 19 e 23 de janeiro de 2026, foi fortemente ancorado no Global Risks Report 2026, documento que sintetiza a percepção de mais de mil especialistas sobre as principais ameaças sistêmicas à economia, à política e à sociedade global. A leitura estruturada desse relatório revela uma mudança relevante na hierarquia dos riscos: o foco desloca-se, no curto prazo, do eixo ambiental para o geopolítico, tecnológico e socioeconômico, ainda que os riscos ambientais permaneçam dominantes no horizonte de longo prazo.
O principal risco apontado para 2026 foi a confrontação geoeconômica, entendida como o uso de instrumentos econômicos — tarifas, sanções, controle de cadeias produtivas, tecnologia e recursos estratégicos — como armas de poder entre Estados. Este risco está espelhado nos tarifaços de Donald Trump.
Entre os riscos de maior crescimento relativo, foi considerado em segundo lugar, onde destacam-se os ligados à tecnologia: desinformação e manipulação digital; insegurança cibernética; impactos sociais e econômicos da inteligência artificial; riscos militares associados a tecnologias autônomas.
Outro núcleo relevante, o terceiro, envolve tensões sociais estruturais: polarização social e política; desigualdade persistente; perda de coesão social; custo de vida e recuperação econômica desigual.
Com relação ao quarto risco que é o ambiental, foi considerado menos urgente no curto prazo, passando do segundo lugar no ano passado para quarto lugar este ano.
O quinto risco mais citado foi o conflito armado entre Estados, associado à intensificação de rivalidades e à fragilidade institucional global.
A preocupação não é apenas a guerra em si, mas seus efeitos sistêmicos: ruptura de cadeias de suprimento; choque energético e alimentar; fragmentação de blocos econômicos e instabilidade financeira.
Haja visto a guerra da Ucrania, as investidas de Donald Trump na Colômbia e na Groelândia.
Em sexto lugar são os riscos cibernéticos e tecnológicos.
Foram elencados também os riscos econômicos. Os riscos macroeconômicos voltaram a ganhar relevância como: desaceleração econômica; bolhas de ativos; inflação persistente e sustentabilidade da dívida pública.
Os riscos econômicos sempre existiram basta se lembrar que tivemos, em 50 anos, cerca de 14 crises, vários planos econômicos, inflação de 1.972% (1990) ao ano, juros americanos de 21,5% (1980/81) ao ano, e mesmo assim sobrevivemos.
Acho que o quarto risco deveria continuar em segundo lugar considerando notícias recentes de uma corretora e consultora de riscos do Reino Unido (AON), conclui que em 2025 os desastres climáticos que atingiram o Brasil causaram prejuízo de US$ 5,4 bilhões. Em 2024 os danos foram de US$ 12 bilhões impulsionado pelas enchentes do Rio Grande do Sul.
A AON contabilizou 49 eventos extremos sendo que os incêndios na Califórnia provocaram US$ 58 bilhões em perdas econômicas.
A Universidade das Nações Unidas divulgou recentemente, um relatório, afirmando que o mundo entrou em falência hídrica, a maioria dos grandes lagos do planeta estão encolhendo até os aquíferos subterrâneos, geleiras e ecossistemas que armazenam água estão sendo sugados.
Concluindo é preciso priorizar os riscos ambientais para a sobrevivência da humanidade.
Veja mais artigos sobre Economia clique aqui.

