GESTÃO  DA  SUSTENTABILIDADE  COM  ADOÇÃO  DO  TELETRABALHO.                                          

HISTÓRICO

O teletrabalho principalmente, nos Estados Unidos, se expandiu a partir dos anos 1970. Primeiramente era entendido como uma pratica de se trabalhar em casa alguns dias da semana, com o fito, dentre outros de evitar o congestionamento do transito nas grandes cidades, considerando que de modo geral as pessoas ainda tem que se deslocar fisicamente de sua residência para a empresa, para poder trabalhar. Porem, nos anos 1990, com a maior disponibilidade de recursos de tecnologia da informação e a Internet, o teletrabalho sobreveio a ser mais utilizado nas empresas, para atender suas necessidades e também do pessoal, dando margem assim ao surgimento de equipes virtuais organizadas localizadas em diferentes partes do pais e do mundo, e atuando em diferentes fusos horários.

O teletrabalho é o trabalho executado voluntariamente por um funcionário a distancia, em caráter continuo, fora das instalações da empresa empregadora ou em locais distintos pertencentes a uma mesma instituição, utilizando o apoio e as facilidades das tecnologias de informação e comunicação. Quando executado pelo teletrabalhador na sua própria residência, e também conhecido por trabalho a distancia e pela expressão em inglês, home office.

ESTUDO ECONOMICO, SOCIAL E AMBIENTAL.

ASPECTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2013 indica que os paulistanos perdem em media 85 minutos por dia no transito. Ao ano, isso representa 300 horas ou quase duas semanas por empregado de tempo perdido. A Fundação Getúlio Vargas, também em 2013, estimou o custo dessa lentidão em algo entre R$40 bilhões e R$ 60 bilhões por ano.

Na dimensão ambiental, o teletrabalho implica a redução no numero de deslocamentos motorizados. Reduz-se com ele a emissão de carbono e demais poluentes tóxicos dos veículos, contribuindo para a mitigação do efeito estufa e da poluição atmosférica, especialmente em grandes centros urbanos saturados pela contaminação por poluentes veiculares.

Somente na Região Metropolitana de São Paulo, de acordo com estudos amplamente divulgados da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, morrem prematuramente cerca de 7.000 pessoas anualmente e dezenas de milhares ficam doentes devido a problemas cardiorrespiratórios causados pela poluição atmosférica.

Assim, o teletrabalho, além de mitigar as mudanças do clima do planeta, pode constituir-se numa ferramenta eficaz no combate a poluição do ar e melhoria da saúde publica.

Cada pessoa, por dia de deslocamento :

. Mitigaria cerca de 7,3 kg de CO2;

. Deixaria de ocupar 13 m2 de via por hora de deslocamento;

. Reduziria a poluição do ar (sem contar efeitos de dispersão e

  concentração) em 13,6 g de hidrocarbonetos, 0,3 g de particulados

  e 2,9 g de óxidos de nitrogênio;

. Pouparia 4 litros de combustível e R$12 de seu orçamento.

 Para efeito de mensuração utilizaremos o preço de U$S 30,00 por tonelada de CO2.

ASPECTOS ECONOMICOS

 Para as empresas podem ocorrer reduções nos custos tradicionais como alugueis, consumo de energia elétrica, agua, gás, vale-transporte, estacionamento e auxilio-combustível. Outros fatores de redução de custos são: o aumento da produtividade entre 10% e 40% sendo mais comum o aumento de 20% sobre os salários médios; redução da reposição (turnover) de funcionários em 10% e redução de absenteísmo na ordem de 25%.

   Utilizando os dados disponíveis dos aspectos econômicos, sociais e ambientais temos resultados positivos surpreendentes na adoção do teletrabalho.

   Se tomarmos como exemplo uma empresa, na grande São Paulo, que identifique 100 colaboradores, de seu quadro de pessoal, que possam utilizar em regime de teletrabalho um dia por semana (20 colaboradores por dia), a adoção desta sistemática traria uma Taxa Interna de Retorno incremental para a Empresa de mais de 100% e uma Taxa Interna de Retorno incluindo os ganhos sociais e ambientais de mais de 200% (Quadro 1).

  É bom notar que se a empresa adotar ao invés de um dia, dois dias por semana em que o colaborador trabalhe em casa os benefícios dobram.

 

 

 

Gestão da sustentabilidade com adoção do teletrabalho
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